Metamorfoses

Zefrino Chilaule

Exposição

DE 7 DE FEVEREIRO A 02 DE MARÇO
INAUGURAÇÃO 07 DE FEVEREIRO ÀS 18H30

SALA DE EXPOSIÇÕES | ENTRADA LIVRE

 

O Centro Cultural Franco-Moçambicano tem a honra de inaugurar a sua primeira exposição deste ano na terça-feira, 7 de Fevereiro às 18h30. A mesma denomina-se Metamorfoses, do artista moçambicano Zefrino Chilaule. “Convidou-me o meu amigo para que escrevesse algumas palavras nesta que é mais uma exposição individual denominada ‘Metamorfoses’. Confesso, surpreendeu-me sobremaneira tal facto! Eu, incauto calcorreador de letras, aprendiz de selva e desassumido academista por destino, um texto falando sobre tamanha obra! Daí, a hesitação… Uma questão impunha-se compulsivamente diante de mim: O que escrever? Então, tratei de corrigir um aspecto que tem sido sintomaticamente cometido quando se mexe no epíteto do escultor: Zeferino seu nome é Zefrino (Chilaule). Decano das artes moçambicanas, figura incontornável quando se trata da disciplina da escultura pela sua incansável revelação de sua paisagem interior e do mundo, nasceu a 6 de Março de 1968, em Maputo. Discípulo confesso de Naftal Langa considera ter aprendido muito com ele. Hoje, Zefrino, conta com várias exposições individuais e, ainda, com uma larga participação em mostras colectivas dentro e fora do país. Exímio escultor, Zefrino, talha ou entalha, funde, modela ou solda materiais como madeira, pedra, barro ou vários metais em estátuas ou outros objectos. Em “Metamorfoses” algumas esculturas são nos apresentadas à volta de uma armadura que suporta a forma do trabalho final, com destaque para as máscaras que ganham novas formas de comunicação prática e estética, aliás, linguagem de que Zefrino é precursor e que já conta com seguidores de todas as gerações. Nelas vislumbram-se interrogações cujas respostas encontram-se nos bustos com todos os seus dramas e dilemas existenciais, nos olhos fundos e desoladores dos gorilas, nos peixes suscitando o cheiro a “Índico” ou nas peles de certos animais sobre o madeiramento se calhar para dar azo a uma reflexão sobre a preservação do meio ambiente de que é, igualmente, activista. Evidentemente, a taxinomia com que se apresentam estas magníficas panelas (máscaras) ou esculturas inauguram uma nova abordagem de expressão escultural e segura, repito, de que Zefrino inegavelmente é pioneiro. Portanto, não gostaria de terminar sem que citasse Nazaré L. no seu esplêndido texto “Aprender a Olhar”: Um artista é uma pessoa que procura acrescentar alguma coisa a tudo o que já foi feito… entender o mundo através da arte que faz. Zefrino é o que é: um atento aprendiz do olhar!

Bom olhar a todas!...”

Texto de Sangare Okapi

Sobre o artista
Zefrino Tomás Chicuamba, ou simplesmente Zefrino, nasceu em 1968 em Maputo. Passou grande parte da sua infância com os meninos da sua zona (Bairro do Aeroporto) a fazer brinquedos de barro e madeira. Entre 1982 e 1986 começou a esculpir com o mestre Naftal Langa. Viveu entre 1987 e 1990 na Alemanha onde se formou como operário qualificado dos portos. Colaborou com o artista moçambicano Dito, na Sociedade de Schwerin e com vários artistas alemães. Trabalhou tanto em madeira, com na reciclagem de objectos metálicos velhos como chaleiras, panelas, tampas, pratos, transformando-os em obras de arte (máscaras e figuras de animais). Obras da sua autoria, encontram-se em colecções nacionais e internacionais. Em 2004, foi convidado pela organização alemã KKM, para fazer uma escultura no zoológico de Leipzing e vários workshops em escolas secundárias nas cidades de Bremen, Lennestadt, Duisbrg, Hingen, Dortmund e Bielefeld. "Metamorfoses" é a sua 5ª exposição individual, que leva na sua bagagem mais de 10 exposições colectivas (a última, Punkada, em Novembro-Dezembro de 2016, no CCFM), para além de vários workshops, em Moçambique e na Alemanha. Para além da sua actividade como escultor é membro fundador da orquestra Mozurbs (uma associação cultural que trabalha com reciclagem de resídos sólidos para fabrico de instrumentos musicais) que lhe proporcionou digressões para países africanos como África do Sul, Namíbia, Suazilândia e também para França. É membro do Núcleo de Arte e da ACBA (Associação Cultural do Bairro do Aeroporto). Actualmente trabalha com um grupo de crianças na iniciação artística.


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