DETALHES

Nov 09 2021 - Dez 10 2021
CCFM
Descrição

Esta mostra junta artistas de diferentes universos, com processos criativos e diálogos originais, propondo ao visitante um percurso próprio e não obrigatório, de um conjunto de obras que compreendem pinturas, esculturas e desenhos de grande e pequena escala.
As obras intercomunicam-se de modo a que, cada visitante possa estabelecer a conexão da forma que a sentir.
Neste percurso ousado, onde se atravessam tempos dinâmicos que interferem nos processos criativos, estéticos, sociais e individuais destes artistasm estas obras transcendem o particular projectando uma linguagem universal.
A arte faz parte do nosso universo, não existindo uma regra condutora para a interpretar. Cabe a cada um de nós questionar e abrir caminhos para que em conjunto, possamos pensar e sentir tudo ou que desta exposição ficará de nós.
Maria Elisa Chim

Biografias
Catarina Temporário
Nasceu em 1950, em Quelimane. Vive em Maputo. Ainda hospedeira de bordo das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), começou a desenhar e a pintar como autodidacta. Em 1996, realizou a sua primeira exposição individual a Plástica do fogo, na Associação Moçambicana de Fotografia (AMF). Embora o seu percurso não tenha sido regular, participou de workshops e em diversas colectivas: Cantarolando III, no Concelho Municipal de Maputo e na Galeria da Kulungwana, Maputo (2012); Bienal TDM’2003, tendo recebido três Menções honrosas; Arte Assinada no Feminino no Museu Nacional de Arte, Maputo (2003); Alma de Mulher, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, Maputo (2002); Mulher & Arte, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, Maputo (1996); Mulher Arte e Cultura, CCFM, Maputo (1995). Foi também convidada a expor em Lisboa e no Porto.

Famós
Felisberto Amós Tlhemo nasceu em 1978, em Maputo, onde vive e trabalha. Estudante do Mestrado em Arte e Educação pela Universidade Aberta de Lisboa e formado em Estatística pela Universidade Eduardo Mondlane e Electrotécnica, pelo Instituto Industrial de Maputo. Em 1995, aprendeu desenho artístico e pintura na Casa de Cultura do Alto-Maé com o artista Sengo. Fez a sua primeira exposição individual em 2009 intitulada Penumbras da Vida, no Camões – CCP, em Maputo, e apresentou Karingana wa Karingana no Museu Quinta da Cruz, em Viseu, Portugal (2017). Dentre várias exposições colectivas destaca: Habitantes de Desenho I, no Camões – CCP, e Acróstico da Imagem, Maputo, Galeria Arte d’Gema (2021); No Feminino no Centro Cultural Brasil-Moçambique, Maputo (2018); Expo Musart, no Museu Nacional de Arte (2017); Habitantes o Desenho II, no Camões – CCP. Venceu o 2º Prémio de desenho e gravura Bienal TDM’2001.

Isabel Martins
Nasceu em 1950, em Maputo, onde vive até hoje. Antiga combatente das Forças Populares de Libertação de Moçambique, iniciou a sua actividade artística em 1967, tendo-a interrompido em 1972. Recomeçou a pintar em 1980. A sua 1ª exposição individual Retalhos de Infância e da Adolescência teve lugar na Loja Galeria Horizonte Arte Difusão, em Maputo (1987); seguindo-se Máscaras, Faces e Fantasias no Museu Nacional de Arte, Maputo (2001). Participou nas exposições colectivas: Um olhar sobre a Colecção de Arte Millennium BIM, Camões – CPP, Maputo (2010); na colectiva Arte Assinada no Feminino no Museu Nacional de Arte, e Plasticidades em Moçambique: Mostra Colectiva de Artes Plásticas, Camões – CCP, Maputo (2000); Bienal TDM’93 e Bienal TDM’91; 1ª Colectiva do Núcleo de Arte, Maputo (1989); Amor e Arte, na Galeria Afritique, Maputo; IV Bienal de Havana, Cuba. Está representada na exposição permanente do Museu Nacional de Arte, Maputo. Venceu o 1º Prémio na categoria de Pintura, na Bienal TDM’93, em Maputo.

Sónia Sultuane
Nasceu em 1971, em Maputo, onde vive e trabalha. É uma artista multifacetada: poeta, artista plástica, escritora, colaboradora da imprensa e curadora. Como escritora tem várias obras publicadas com destaque para a sua última publicação em 2021 de Walking Words – Palavras que andam. Realizou a 1ª exposição individual em Maputo e Beira, com o título Palavras que Andam (2008). Apresentou O Oculto, em Macau (2009); Códigos de Gaudi, no Camões – CPP, Maputo (2013); O lugar das ilhas no Centro Cultural Brasil-Moçambique (2021). Participou das exposições colectivas: Pancho: Outras Formas e Olhares, com Jorge Dias, no Museu Nacional de Arte e Sede do BCI, em Maputo e Ilha de Moçambique (2018/19); Poemas da Língua Portuguesa na tela, Centro Cultural Brasil-Moçambique, Maputo (2018); na Bienal TDM’2009, no Museu Nacional de Arte, Maputo; Cape África 07, Cidade do Cabo, África do Sul; e Hora O, Centro Cultural Franco-Moçambicano, Maputo (2005).

Suzy Bila
Maria Suzete Bila nasceu em 1974, em Maputo. Vive actualmente no Montijo, Portugal. Inicia o seu percurso artístico em 1993, no atelier do artista moçambicano Noël Langa. Em 1998, frequentou o curso de Pintura no Centro de Arte e Comunicação Visual (Ar.co), em Lisboa. Tem dedicado parte do seu percurso académico a investigar a inclusão das diferentes linguagens das crianças no desenvolvimento do seu currículo, considerando a arte como uma ferramenta essencial ao desenvolvimento do pensamento das crianças. Em 2021, edita o seu primeiro livro “Lamura”, uma crítica sobre a exploração infantil. Das numerosas exposições individuais, destacam-se as mais recentes: AL.BA – Galeria Municipal do Montijo, Portugal (2021); Quero falar´t mar – Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, Portugal; Nua e Crua – Centro de Arte Brasil, Maputo (2019); A(r)ma o tempo – Casa Museu Bissaya Barreto, Coimbra, Portugal (2015); Reflexos no Camões – CPP, em Maputo (2007).

Titos Mabota
Fernando Agostinho Mabota (1963-2017) nasceu e viveu em Maputo. Iniciou-se nas artes plásticas sob orientação do escultor Chissano. Em 1994, realizou a 1ª exposição individual Império dos Espíritos, na Associação Moçambicana de Fotografia, Maputo. Apresentou também Dimensões Tradicionais (2001), A Moto (2002), Africa Hammer (2005) e Cavalo de Tróia (2010), no Centro Cultural Franco-Moçambicano. Participou das exposições colectivas: L’art et la machine, Musée des Confluences, Lyon, França (2015); Luminós/C/ity.Ordinary Joy: colecção de Arte Africana de Jean Pigozzi, na Ethelbert Cooper Gallery of African & African American Art, Harvard University, Cambridge, E.U.A. (2014); Wy Africa, Turim, Itália (2008); 100% AFRICA, Museu Guggenheim, Bilbao, Espanha (2007); a sua obra Avião fez parte da exposição itinerante Africa Remix, no Museu Kunst Palest, em Dusseldorf, Alemanha, e na Galeria Hayward em Londres (2004). A sua obra apresentou-se ainda no Centre George Pompidou, Paris, no Museu Mori Art, Tóquio, Japão, Kuona Trust, Bagamoio, Tanzânia, Museu da Gate Foundation, Holanda, e Museu de Astrup Fear, Oslo, Noruega.

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