DETALHES

Out 08 2021
17:30H - 18:30H
Auditório
Descrição

O poeta e escritor Moçambicano Leco Nkhululeko lança, no dia 8 de Outubro, Sexta-feira, a sua terceira obra literária intitulada “Céu ou Inferno”. A colectânea de poesia será apresentada pelo filósofo e crítico literário Dionísio Bahule, às 17h30, no auditório do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), em Maputo.

De acordo com o crítico literário Américo Pacule, quem assina o prefácio do livro, “deparamo-nos, nesta obra, com a abordagem do processo de produção da obra-de-arte-literária como um processo erótico de constante busca do sujeito poético, tanto dos seus semelhantes quanto dos seus opostos, isto é, aquilo de que ele carece, constitui o argumento que explica a possibilidade, vitalidade e continuidade da obra-de-arte-literária”.
Para o efeito, prossegue Pacule, concorre o jogo da unificação dos opostos, como se pode depreender, a princípio, no próprio título do livro – Céu ou Inferno –, mas igualmente nos poemas que perfazem a obra.

Para Pacule, esta poesia que se debruça num universo de 111 páginas chama-nos a atenção para o facto de que existe um campo de intermediação e de comunicação entre todas as coisas, sejam elas da natureza, sejam do labor humano. “E aqui surpreendemo-nos com o facto de que, aqueles que aparentemente são opostos são, na verdade, termos que se complementam, embora actuem não em simultâneo, mas alternadamente, na medida em que a presença de um exclui necessariamente a de outro”, realça.
Desta obra forjada entre 2018 e 2021 fica, em última instância, sustenta o prefaciador, a reivindicação de um espaço na cidade literária, por todo um conjunto de virtualidades e de jogos inter-textuais e intra-textuais que esta estabelece, não tanto como se tem notado, nos últimos tempos, que passa por uma reivindicação ilegal de espaço, de uma espécie que não consideraria de alargamento mas, se quisermos, de autoridade na instituição literária moçambicana, marcada pela emergência daquilo que chamaria Literatura e Crítica Literária experimentalistas ou de ocasião, praticada por aqueles que sem terem nenhum engajamento com a causa literária, o fazem porque lhes veio à mão uma oportunidade.

Sobre o artista
Leco Nkhululeko, pseudónimo de Paulo Paulo, chegou a este porto no dia 23 de Janeiro de 1978. Respirou o primeiro ar laurentino descolonizado.
Inicia a sua actividade literária nas páginas dos jornais, sendo impelido a declamar poesia em concertos, lançamentos de livros ou em recitais, dos quais conta com: Vomitando palavras (2013), Elogio ao Amor (2014), Crenças (2015), Libertem a liberdade (2015); Solo Pátrio (2016); Mulher da noite – o eterno amor e o Kutxinga – o Retorno à Vida (2019), e A sorte do Cumpridor (2020). São as marcas do desassossego deste agitador da palavra.
Foi agraciado com o Prémio Nósside, em Itália, ainda na alvorada da sua caminhada. Tendo participado em Oficinas de poesia, com referencial destaque para a organizada pela Fundação Fernando Leite Couto, em 2017.
Da sua lavra conta-se: Há gritos no silêncio (2011), seu primeiro vôo literário, que teve o ensejo de uma edição no Brasil pela editora Gregory (2013), em São Paulo; Bíblia Lounge (2018); Céu ou Inferno é a sua mais recente proposta poética.

📌 Lotação limitada

VOLTAR PARA A AGENDA