DETALHES

Mar 11 2022
20:00H - 22:00H
Jardim do CCFM
600 MT/ 500 MT (Clube Cultural)
Ficha Técnica

Artistas:
Yolanda Kakana: cantora
Dama do Bling: rapper
Iracema de Sousa: apresentadora e poetisa
Juliana de Sousa: cantora
Lalah Mahigo: cantora
Meyme: bailarina
Mingas: cantora
Vovó Maria: humorista
Wanda Baloyi: cantora
Xixel Langa: cantora
Marta Vilanculos: cantora

Banda:
Bateria: Joaquim Macave aka Quinzinho
Baixo: Realdo Salato
Guitarra: Carlos Madeule aka Jivas
Guitarra: Azarias Nhabete aka Jimmy Gwaza
Teclado: Lívio
Percussão: Macunene

Staff:
Técnico de som: Sacre
Produção: Chokito, Flo, Didi
Vídeo e fotografia: Dilvan, Jaime e Tomas

Convidadas especiais:
Dulcisaria Manhique (estilista)
Énia Lipanga, Sheila, Angelina, Jéssica, Gisela (modelos)
Wézyma

Descrição

Por Iracema de Sousa:
A saudosa cantora Elsa Mangue deixou-nos com um legado enormíssimo que devemos aproveitar. Ela, que este ano completaria 58 anos. Uma mulher que cantava com a alma e falava por todos nós, especialmente nós, as mulheres.
Uma das suas canções é disso elucidativo: atentemos a “Nilava ku muka kaya”:
“Afinal porquê não vou pra casa?
O que me tanto trava o regresso a casa?
O que faço eu afinal?
E o que mais dói é ver gente falar comigo
Como se eu fosse uma maluca
Perambulando pelos caminhos!
Mas como faço para voltar a casa?
Eu quero ir para casa da minha mãe…”
Neste clássico da música ligeira moçambicana, percebe-se uma mulher vítima de violência, que abomina as injustiças que sofre, que lança um grito de socorro, falando em nome de milhares, milhões de mulheres que não conseguem voltar para casa, encontrar um lugar seguro, porque ser “apenas” maltratada pelo marido não é motivo suficiente, “há que aguentar, o lar é isso mesmo”.
Elsa Mangue partilhava as suas mensagens com Moçambique, com o coração a sangrar, denunciava a impotência com as mulheres de quebrar o ciclo da violência. Mas denunciar já é um degrau no caminho da liberdade. E porque a denúncia era no modelo de arte, de música, já era uma libertação para ela, era e é uma libertação para todas as mulheres sofridas que cantam ou balbuciam entre soluços os seus versos. Ela cantava com fé, confortava as almas, solidarizava as mulheres, libertava os desabafos, e assim promovia uma terapia comunitária.
Inspirados pela Elsa Mangue, a Banda Kakana, juntamente com a Kakana Eventos, em parceria com o Centro Cultural Franco-Moçambicano fazem uma homenagem a cantora Elsa Mangue, como forma de alongar a sua voz, dizer “basta” a violência contra a mulher, que se valorize esse membro incontornável da sociedade e da vida, trazendo ao público a terceira edição do show “Quem disse que as mulheres não podem fazer uma serenata?”
Este espectáculo une cerca de 11 mulheres artistas moçambicanas, que através de diferentes manifestações culturais irão provar que podem fazer uma serenata e dar voz a todas mulheres oprimidas com os seus talentos de canto, dança, humor e poesia.
Num só palco, as vozes de Mingas, Yolanda Kakana, Wanda Baloi, Xixel Langa, Lalah Mahigo, Marta Vilanculos, Dama do Bling, Memy Vovó Maria (Rebeca Cumbane) e Iracema de Sousa, usam de suas ferramentas artística para desafiar a sociedade a confiar no – e promover – poder da Mulher… para que possamos todos deliciar-nos com a sua serenata.

VOLTAR PARA A AGENDA