DETALHES

Out 06 2021
18:30H - 19:30H
Online

Intervenientes
Maria Paula Meneses: investigadora e coordenadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra

Filimone Manuel Meigos: director-geral do Instituto Superior de Artes e Cultura
(ISARC)

Célio Tiane: director nacional do Património Cultural

Moderador: Belchior Canivete bolseiro do projecto "Memories and identities''

Descrição

Debate em directo no canal Youtube do Centro Cultural Franco-Moçambicano

Desde o período colonial que a aquisição continuada de artefactos e objectos de arte africana por museus globais veio criar lacunas no conhecimento cultural da população africana, nomeadamente no conhecimento científico e académico. Se estas lacunas surgem devido ao desaparecimento ou inacessibilidade destes artefactos, também é certo que a autoridade das narrativas pré-estabelecidas sobre estes objectos alterou a sua leitura e significado como legado para as comunidades de onde foram retirados. No debate que inaugura este ciclo de conversas em torno da noção de “Restituição e Reparação na Identidade Pós-conflito,” vamos tentar traçar as linhas do que define o nosso património, sendo que o que procuramos colocar em perspectiva não é tanto a sua qualificação, mas sim a ligação intrínseca que existe entre o nosso meio cultural e a construção da identidade de um povo. Para que serve o património e o que faz dele “nosso”?

Maria Paula Meneses é investigadora e coordenadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, integrando o núcleo de estudos sobre Democracia, Cidadania e Direito. É doutorada em Antropologia pela Universidade de Rutgers e mestre em História pela Universidade de São Petersburgo. Lecciona em vários programas de doutoramento do CES, sendo co-coordenadora do programa de doutoramento em Pós-colonialismos e Cidadania Global. Co-coordena com Boaventura de Sousa Santos e Karina Bidaseca o curso internacional de Epistemologias do Sul. Actualmente é vice-presidente do Conselho Científico do CES. De entre os temas de investigação sobre os quais estuda, destacam-se os debates pós-coloniais em contexto africano, o pluralismo jurídico – com especial ênfase para as relações entre o Estado e as autoridades tradicionais no contexto africano – e o papel da história oficial, da(s) memória(s) e de outras narrativas de pertença nos processos identitários contemporâneos. Tem vários trabalhos realizados sobre o acesso ao direito e à justiça em contextos do Sul global.

Filimone Manuel Meigos é director-geral do Instituto Superior de Artes e Cultura (ISARC), onde lecciona as disciplinas de Sociologia e de História do Pensamento Africano. É doutor em Sociologia da Arte pela Universidade da Beira Interior (Portugal), mestre em Sociologia do Desenvolvimento pela Universidade de Witwatersrand (África do Sul) e bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Eduardo Mondlane. É sociólogo, poeta e actor.

Célio Tiane é director nacional do Património Cultural. Licenciado em Antropologia pela UEM e mestre em Sociologia Rural e Gestão de Desenvolvimento pela Faculdade de Letras e Ciências Sociais da mesma universidade. Foi Chefe do Departamento de Investigação no ARPAC – Instituto de Investigação Sócio-Cultural, onde coordenou estudos ligados à preservação do património nacional assim como à edição de biografias dos heróis nacionais e ao ll Congresso da Frelimo. Foi professor universitário, mantendo activo o interesse pela investigação.

Belchior Canivete é bolseiro do projecto “Memories and identities: how the past weights on the present-day intercultural relations in Mozambique and Portugal” e investigador auxiliar no Instituto de Investigação Sócio-Cultural (ARPAC). PhD em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Brasil (2016). Mestre em Sociologia Rural e Gestão de Desenvolvimento (2009) e licenciado em História (2005) pela Universidade Eduardo Mondlane. Pós-doutorado na Universidade de Lausanne, Suíça (2019). Actualmente desenvolve projectos de pesquisa sobre os seguintes temas: história e memória da luta armada de libertação nacional; processos de patrimonialização; justiça de transição pós-colonial.

Organização:
Oficina de História – Moçambique
Mbenga – Artes e Reflexões.

Apoios:
Centro Cultural Franco-Moçambicano
Centro Cultural Moçambicano-Alemão
Goethe Institut Kenya
Africa No Filter
Campanha Raise up! Mozambique (GoFund)

Agradecimento especial:
Karl Kugel, pela amável cedência de direitos das imagens fotográficas utilizadas para a comunicação do evento.

Créditos da imagem:
“Jardin de la mémoire, jardim du regard” Karl Kugel©

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